Resenhas literárias Romance

Resenha | Rei da Inveja Ana Huang

Voz do Leitor 

Olá, amigos! Para mim, a série está só decaindo, os três primeiros são os melhores. Não me cancelem ainda, vocês vão entender o meu ponto. 

Sobre o livro

Vuk Markovic é Rei da Inveja do quinto livro da série Reis do Pecado de Ana Huang. O magnata assustador se apaixonou por Ayana desde a primeira vez que a viu em uma entrevista, mas não teve coragem de revelar os sentimentos, então teve que assistir Ayana ficar noiva do melhor amigo dele. Porém, nem tudo são flores nesse relacionamento e a modelo começa a nutrir sentimentos por Markovic. Vuk é um homem perigoso e essa aproximação traz muitas tragédias para a vida dos dois, os quais precisarão enfrentar muitos desafios para ficarem juntos. 

Minha opinião

Esse livro no geral é MUITO BOM. A história é envolvente, cheia de ação, reviravoltas, reflexões importantes, representatividade da cultura africana, gatinho fofo, hot bom e romance bem construído. Porém, para gostar do protagonista, você precisa se desprender da sua moral. E é aí que a história perdeu pontos comigo. Eu não sou leitora de dar romance, justamente porque tenho uma dificuldade de passar pano para crimes. Isso não acontece em fantasias, tá? Devo deixar isso claro. Seres mágicos fazendo maldades normalmente eu passo pano. Mas crimes reais? Na vida real? Tenho dificuldade. 

Então, aqui vão os pontos que me incomodaram durante a leitura: 

  1. Vuk descreve em vários momentos o prazer que sente em matar seus adversários. Não é só uma questão de proteção. Ele gosta de fazê-los sofrer, principalmente em um combate corpo a corpo, porque, para ele, armas são muito impessoais, ele gosta de apreciar a dor e de ver a vida se esvaindo dos olhos. Isso é horrível. 
  2. Apesar de termos uma protagonista africana, a Ana Huang não trouxe muitos traços dessa cultura como fez com a protagonista brasileira, por exemplo. Com isso, ficou parecendo que a origem de Ayana foi apenas uma desculpa para o livro já que não houve um bom desenvolvimento da cultura etíope. 
  3. Em vez de termos um arco de redenção para Vuk, a autora escolheu corromper a bondade da Ayana, colocando-a em uma situação em que ela se viu obrigada a matar uma pessoa. Isso me incomodou muito e fez com que essa leitura não fosse tão prazerosa. 

No mais, eu gostei. A Ana não escreve histórias ruins, a leitura é fluida e viciante e, acredite, mesmo que você também não queira passar pano para o Vuk, você vai conseguir ler até o final. Porém, eu não esperava por um protagonista tão criminoso e essa quebra de expectativa impactou a leitura. 

Avaliação 3,5 ⭐️

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