Resenha | Birthday Girl Penelope Douglas

Olá, amigos! Essa com certeza não seria minha leitura de 2025, mas, na última semana, apareceram pelo menos 3 vídeos para mim sobre esse livro, então não resisti e passei a leitura na frente de todos. É o meu primeiro livro da Penelope Douglas, já sei que a autora é conhecida pelas polêmicas e confesso que estava com um pé atrás.

Sobre o livro

Em Birthday Girl, conhecemos Jordan, uma jovem marcada pelo abandono dos pais e por uma vida de privações, que luta diariamente para sobreviver sem perder seus valores. Sua irmã, que não conseguiu resistir às dificuldades impostas pelo sistema, tornou-se stripper como forma de ganhar dinheiro mais facilmente e vive tentando convencer Jordan a seguir o mesmo caminho, para que ela deixe de enfrentar tantos perrengues financeiros.

No dia do seu aniversário de 19 anos, Jordan é mais uma vez deixada de lado pelo namorado, Cole, que prefere sair para festejar a cumprir o compromisso com ela. Decidida a não deixar a data passar em branco, ela resolve sair sozinha. É nessa noite que conhece Pike, um homem mais velho, gentil e extremamente carismático, que a faz se sentir segura e à vontade de uma forma inédita. Nada acontece entre eles naquele momento, mas Pike demonstra interesse e a convida para um segundo encontro, convite que Jordan fica tentada a aceitar, até que ambos descobrem uma verdade perturbadora: Pike é o pai do atual namorado dela.

Minha opinião

Vou começar dizendo que gostei mais desse livro do que esperava e, talvez, mais do que deveria. Birthday Girl é polêmico, e não há como negar que, para aproveitá-lo, é necessário abrir mão de julgamentos morais. Apesar de Jordan e Pike nunca ultrapassarem limites enquanto ela ainda está com Cole, que, por sinal, é um personagem profundamente irresponsável e desagradável; o envolvimento entre uma jovem de 19 anos e um homem de 38, pai do seu namorado, não é algo normal e não deve ser romantizado fora da ficção. Trata-se claramente de uma narrativa que precisa permanecer no campo do imaginário.

Além disso, há pontos sensíveis na construção da história. Jordan carrega feridas emocionais profundas e busca, em Pike, segurança, estabilidade e constância, coisas que lhe foram negadas ao longo da vida por sucessivos abandonos. Ainda assim, é impossível ignorar o cuidado com que a autora constrói Pike como personagem. Ele resiste ao sentimento que surge, tenta se afastar e deseja genuinamente que Jordan encontre alguém da sua idade. 

Um dos grandes acertos do livro é que a aproximação inicial do casal não se baseia em atração física, mas em afinidades, conversas e gostos em comum, isso não quer dizer que o livro não tenha hot, as cenas apimentadas são intensas e muito presentes, porém todas fazem muito sentido e não deixam o livro pesado. Isso faz com que o leitor passe boa parte da leitura torcendo pelos dois, afinal, Pike é um homem responsável, que foi pai muito jovem, NÃO É MULHERENGO e demonstra maturidade emocional ao longo da narrativa.

Outro ponto positivo é que o relacionamento entre pai e filho não é destruído pelos acontecimentos; ao contrário, Jordan acaba funcionando como um elo de aproximação entre os dois. Também merece destaque a postura de Pike em relação ao futuro de Jordan: ele não tenta acelerar etapas nem “roubar” sua juventude. Ele espera que ela se forme, conquiste estabilidade e viva plenamente suas fases antes de pensarem em formar uma família, uma escolha madura e pouco comum em histórias com grande diferença de idade, nas quais o homem mais velho costuma impor pressa e expectativas incompatíveis com a juventude da protagonista.

No fim das contas, Birthday Girl é um livro que exige mente aberta. Seu enredo é controverso e repleto de questões delicadas, mas a narrativa é envolvente, os personagens são bem construídos e a leitura prende do início ao fim. É uma história que funciona justamente por permanecer no território da ficção e, dentro desse limite, entrega uma experiência intensa e surpreendentemente cativante.

Avaliação 5⭐️

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