Resenha | Maxton Hall Salve-me 

Olá, amigos! Ano passado, assisti à série Maxton Hall na Prime Vídeo e deixei para ler os livros neste ano porque iria sair a segunda temporada. 

Sobre o livro

Em Salve-me, somos apresentados à rotina de Ruby e James. Ruby é uma aluna bolsista em Maxton Hall, super dedicada, inteligente e com aquela determinação que a gente admira de longe (e tenta copiar). A vida dela muda quando ela flagra Lydia, a irmã de James, em um momento íntimo com o professor Button. Desesperada para evitar que o escândalo venha à tona, Lydia recorre ao irmão, que imediatamente tenta resolver tudo do jeito mais James possível: tentando comprar o silêncio de Ruby com dinheiro e até com sexo. Claro que ela recusa, e é aí que nasce uma rixa cheia de provocações, tensões e, eventualmente, uma aproximação romântica. Além disso, o livro desenvolve bem os personagens secundários, expandindo o universo de Maxton Hall e criando um ambiente que prende o leitor.

Minha opinião

Se você já assistiu à série, já está mentalmente preparada para o fato de que o James trai a Ruby. Mas tem um detalhe que pega a gente de surpresa: na série isso só acontece na segunda temporada; no livro, porém, o baque vem logo no final do primeiro. E, sinceramente? Foi uma rasteira emocional. Eu estava lendo super empolgada, porque sim, apesar de estar no auge dos meus 28 anos, eu amo um drama adolescente bem feito.

Amei acompanhar a Ember, principalmente a forma como ela lida com a aceitação do próprio corpo e com a busca por representatividade no mundo da moda. Amei também o romance proibido entre a Lydia e o professor (um caos bem construído, do jeitinho que prende). Da mesma forma, gostei muito de ver o contraste entre as famílias: a de Ruby, cheia de carinho e leveza mesmo diante das dificuldades, com o pai dela sendo um exemplo de astral lá em cima apesar do acidente; e a do James, que tem tudo para ser perfeita, mas é completamente corroída pela figura do pai, que consegue ser insuportável mesmo sentado em uma pilha de privilégios.

O universo do livro, no geral, é ótimo: personagens envolventes, histórias paralelas interessantes, aquela vibe de elite escolar que a gente adora acompanhar de longe. Mas o final. Esse bendito plot de traição arruinou minha experiência. Diferente da série, o James nem sequer pensa em procurar a Ruby para se consolar após a morte da mãe. Ele vai direto para a casa dos amigos afundar a dor em álcool e drogas. Isso me passou a sensação de que ela não era tão significativa assim para ele. E, sinceramente, eu sou fã de personagens masculinos que, depois que conhecem a mocinha, ficam completamente obcecados por ela e nem olham para outras mulheres. 

“Ah, mas na vida real não é assim.”
E eu estou lendo para ficar na vida real, por acaso? Claro que não, né? Eu leio justamente para ver a ficção funcionando do jeitinho que eu gosto.

No fim das contas, gostei muito do livro até o momento em que veio o plot da traição. Depois disso, virou aquele misto de desânimo e raiva que só quem lê romance sabe.

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Avaliação 3 ⭐️

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